Lu Paternostro. Arte, design e multimeios.  
 
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Lupaternostro
 

Exposições:

• Exposição Itinerante Internacional “Um Livro sobre a Morte”. Participação com 4 trabalhos da série Mundos Intrincados. Exposição no MuBE em São Paulo e em outros países. Em 2009

• Artista selecionada para participar do 1º Salão de Belas Artes de São Paulo, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. 2008

• Coletiva “Exposição e Eventos”. Museu de Arte Brasileira. 1985

Coletiva Anual. Museu de Arte Brasileira da FAAP. 1983 e 1984

Prêmios:

Primeiro Lugar – Categoria Fotografia - II Prêmio “Metropolitana Fiat”. Espaço Cultural Metropolitana. 1989.

Medalha de Prata – Categoria Pintura - Primeiro Prêmio UNAP de Artes Plásticas. União Nacional dos Artistas Plásticos. 1985

Publicações:

Revista ZUPI - 1º Edição. Artista selecionada dentre mais de 2.000 designers nacionais e internacionais. 2006

• Catálogo do 1º Salão de Belas Artes de São Paulo

Acervo:

• Obra “Giramundo” doada para o acervo histórico do Museu de Arte do Parlamento de São Paulo. 2010

• Foto premiada no II Prêmio “Metropolitana Fiat”. Espaço Cultural Metropolitana. 1989, doada para a Fundação Carper Líbero.

Mundos Intrincados de Lu Paternostro

  Sobre a artista  
     

 

Lu Paternostro é artista plástica, publicitária e turismóloga, vive em São Paulo, capital, já participou de várias exposições coletivas, individuais e de publicações do segmento. Formou-se em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP, onde teve aulas e oficinas de arte com artistas como Julio Plaza, Nelson Lerner, Evandro Jardim, Regina Silveira, Donato Ferrari, Donato Chiarelli.
Se pós graduou em Planejamento e Marketing Turístico pelo Senac/SP.

Sócia da OPY, presta consultoria na área de design voltado para a comunicação empresarial. Coordena o Projeto "Portal Cidades Paulistas", guia on line das cidades de São Paulo.

 

Desenvolve ininterruptamente seu trabalho voltado ao grafismo desde a década de 80, tanto na expressão artística quanto na arte aplicada, integrando suas criações ao design de peças publicitárias.

Atualmente a artista explora também a arte multimídia, migrando seus grafismos para um ambiente interativo, permitindo a participação do público na sua criação, explorando novos meios que permitem a fruição dos seus desenhos, personagens, cenas, mundos intrincados.

 
 
 
  Os Mundos Intrincados  
  Texturas que contam histórias. Histórias que contam desenhos  

 

O que chamo de mundos intrincados é um tema que desenvolvo há muito tempo.
Sempre tive vontade de criar e contar histórias.
O desenho é a forma de expressão que adotei por poder unir o literal à plasticidade dos materiais
e o gestual dos traços.

Com meus desenhos busco suscitar a curiosidade do observador, envolvendo-o nas situações, fazendo-o descobrir no meio da textura-figura, cenas inusitadas, enredadas com outras, aparentemente sem fim. Minha opção para isso é o suporte sempre grande e os detalhes sempre pequenos.

Inicio meus trabalhos com planejamento, traçando linhas e idealizando locais onde nascerão “mundos intrincados” para, após algum tempo absorta na produção, perceber que criei algo diferente do planejado, me surpreendendo com o resultado.

 

Isso me alimenta. É uma descoberta a cada traço
e uma surpresa a cada retomada do trabalho. Nesse momento percebo que os mundos intrincados têm organização própria. Têm vida...
É divertido demais!

Meu desenho é um canal que me possibilita refletir a vida, minha maior inspiração.

A vida não é sempre do jeito que a gente quer. É ela quem desenha a cada dia os mundos intrincados, vidas entrelaçadas a tantas outras vidas, formando um desenho maior, um universo que nasce do entrelaçamento.

Dependendo da distância do observador, outros desenhos ou vidas se revelam, e assim, vivendo, vamos desenhando
a vida ou sendo desenhados rumo aos nossos destinos, criando a textura das histórias... que contam desenhos.

 
 
 
  Museu de Arte do Parlamento de São Paulo  
  Emanuel von Lauenstein Massarani  
     
 

Os desenhos de Lu Paternostro constituem uma espécie de exorcismo e, mesmo que revele a extraordinária habilidade da artista, suas minúsculas imagens englobadas numa só obra, parecem “explodir” automaticamente como um sortilégio ou uma obsessão.

Embora sua inspiração seja transcendental, nada é casual na sua execução. Cada particular é analisado e estudado minuciosamente. As figuras e as cenas, sejam elas estranhas ou harmônicas, são elaboradas numa linguagem clara e positiva, são aparições de grande sensualidade. O estilo é firme e também delicado, às vezes intrigante e apocalíptico mas intimista e pessoal.

Expressionismo e surrealismo estão hoje bem longe da chamada arte contemporânea, entretanto combiná-los de maneira tão pessoal evocam o lado lúdico profundamente ressentido pela artista. A justaposição de uma certa folia à

 

razão, fazem com que suas criações circunscrevem o conjunto das atividades resultantes do desejo humano de “ultrapassar um limite”, de alcançar “o impossível.

Absolutamente monocromáticas suas criações são ao mesmo tempo cômicas e angustiantes. Representam muitas vezes um tumulto incessante, um vendaval implacável que agita e contorce as próprias formas.

Guardadas as proporções, a obra de Lu Paternostro poderia ser comparada com a de Hieronymus Bosch: são imagens sensuais, alucinantes, com certa passionalidade, que demonstram a livre determinação de enfrentar a realidade da vida. Embora não assumindo uma posição entre o bem e o mal, ela exprime, sim um aceitação da vida como ela é, vida que deve ser vivida com dignidade e uma compreensão racional da natureza irracional do ser humano.